ProfMat2018

XXXIV ProfMat - Painéis plenários

 

Sessões de discussão, coordenadas por um moderador convidado pela organização, nas quais vários intervenientes são convidados a apresentar o seu ponto de vista sobre um tema da atualidade potencialmente controverso e, posteriormente, responder a questões da assistência.

4.ª Feira, 4 de abril 5.ª Feira, 5 de abril 6.ª Feira, 6 de abril
14:00 - 16:00 14:30 - 16:30 11:45 - 13:30
PP01 PP02 PP03
     

PP01  
Tema: Flexibilidade curricular - olhares diferentes sobre um futuro comum
  Paula Teixeira (Moderadora) – Agrupamento de Escolas João de Barros
Intervenientes:  
  João Costa - Secretário de Estado da Educação
Henrique Guimarães - Instituto de Educação da Universidade de Lisboa
Adelina Precatado - Escola Secundária de Camões - Lisboa
Paulo AlmeidaAgrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva – Rio Maior

resumo: 

A experiência piloto do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular (PAFC) arrancou este ano letivo em 236 escolas (171 escolas públicas, 63 escolas privadas e 4 escolas portuguesas no estrangeiro).
O modelo atual de organização curricular parece estar esgotado e já não ser adequado ao perfil do aluno do século XXI.
José Pacheco, mestre em Educação da Criança, atualmente a viver no Brasil é responsável por mais de 100 projetos para um novo modelo de ensino e um dos críticos do modelo tradicional, em entrevista ao observador, defendeu uma escola sem divisão por ciclos, sem turmas, sem aulas, nem testes, uma escola onde os alunos aprendem e onde são felizes.
Os professores estão confrontados com uma questão da prática da sala de aula: porque é que damos aulas e há alunos que não aprendem? Citando o mesmo investigador o problema reside precisamente no facto do professor dar as aulas e os alunos não aprendem, os alunos não aprendem porque o professor dá as aulas.
No PAFC propõe-se uma estratégia conciliadora entre dar aulas, mas simultaneamente introduzir nas práticas, em equipa, algumas metodologias, técnicas, espaços de convívio que vão dando forma a projetos.
Como é característico dos tempos em que somos confrontados com novos paradigmas surgem dúvidas sobre a forma de acomodar o que sabemos ao desconhecido.
Algumas dificuldades se antecipam antes da generalização da experiência a todas as escolas.
Como se articula um ensino/aprendizagem da matemática definido por metas com um ensino/aprendizagem da matemática virado para a aplicação à vida real?
Qual é o papel dos exames neste modelo?
Neste painel são apresentados quatro olhares diferentes sobre ao Flexibilidade Curricular que darão contributo para a reflexão dos trabalhos já iniciados em algumas escolas para a aplicação deste projeto.

 

 
PP02  
Tema: Tecnologias na aula de Matemática
  Carlos Carvalho (Moderador) – Agrupamento de Escolas Lima de Freitas
Intervenientes:  
  José Paulo Viana - Escola Secundária Virgílio Ferreira, Lisboa
Susana Colaço - Fundação Portugal Telecom
Paulo Correia - Escola Secundária de Alcácer do Sal
Isabel LeiteCasio +

resumo: 

O ProfMat visitou Almada pela primeira vez em 1996. Nessa edição foi disponibilizada pela primeira vez a possibilidade de troca electrónica de ficheiros. Era assim apresentado o correio electrónico a muitos dos participantes, entrava no vocabulário as NTIC. Nesse mesmo ano surgia o Programa Nónio Sec. XXI, a continuação natural do Projeto Minerva. Tanto um como o outro tiveram sempre presentes as vertentes da formação de professores e de formadores, o trabalho com professores nas escolas, o desenvolvimento de materiais (documentos e software educativo) bem como o apoio logístico à sua implementação.
Passados vinte e dois anos o ProfMat volta a Almada. Neste período muita coisa mudou, mantendo-se a matriz de então, a melhoria do processo ensino aprendizagem. Outros programas e projetos decorreram e as NTIC perderam o N. O correio electrónico vulgarizou-se, a internet  navega-se à velocidade da luz. A portabilidade e acessibilidade a par com a diversidade atingiram um patamar inimaginável há relativamente pouco tempo. Diferentes ambientes proporcionam diferentes perspectivas, como tal trazemos a este painel cinco intervenientes que nos irão apresentar as suas experiências e partilhar as suas visões de como sistemas baseados em microprocessadores podem contribuir para o processo ensino aprendizagem. De forma a ser o mais abrangente possível, a discussão abordará desde a temática, no ensino, das plataformas à calculadora gráfica, passando pelos software de matemática dinâmica e tablets. Questões, entre outras, como: O porquê da relativa pouca, e recentemente menor, utilização nos exames nacionais? Em contraste com a maior presença em sala de aula. Se estudos da OCDE indicam que a tecnologia é atualmente o meio privilegiado de acesso ao conhecimento, porque induzir esse acesso para o manual escolar? Que impacto têm tido as TIC na prática das disciplinas, particularmente da Matemática?

 

 
PP03  
Tema: Currículo e avaliação em Matemática
  Cecília Monteiro (Moderadora) – Escola Superior de Educação do IPL
Intervenientes:  
  António Borralho - Universidade de Évora
António Teodoro - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias
Teresa Moreira - APM
Helena SilvaExternato Fernão Mendes Pinto

resumo: 

A situação atual do ensino da Matemática tem vindo a merecer muitas críticas da parte de professores que dificilmente conseguem cumprir os programas e que os seus alunos tenham sucesso, isto é, se sintam motivados para a disciplina e obtenham os conhecimentos indispensáveis para transitar de ano. De acordo com o relatório ”O Estado da Educação” de 2016 do CNE, a Matemática é a disciplina que apresenta as maiores percentagens de níveis inferiores a 3 e é nesta disciplina que mais alunos retidos revelam mais dificuldades em recuperar.
A avaliação continua a ser uma preocupação de alunos e pais que recorrem (os que podem) a ajudas externas e dos próprios professores que têm de mostrar “resultados”. A promoção de estratégias de sucesso escolar em curso ainda não revelaram conclusões relevantes no combate ao insucesso em Matemática.
Neste painel teremos oportunidade de conhecer alguns resultados de investigações e experiências que abordam questões relacionadas com o currículo de Matemática, a avaliação e o seu papel na exclusão/integração sociais, contribuindo para uma problematização de questões que, a todos nós, ligados de um modo ou de outro à aprendizagem da Matemática, dizem respeito